LABRADOR RETRIEVER
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.:
Grupo 8 - Retrievers, Levantadores e Cães D'Água.
Seção 1 - Retrievers
Padrão FCI no 122 - 12 de janeiro de 2011.
País de origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Labrador Retriever
Utilização: Cão de caça
Sujeito à prova de trabalho para Campeonato Internacional.
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Roberto Claudio Frota Bezerra
Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Claudio Nazaretian Rossi
Revisão: Roberto Rodrigues Jr.
LABRADOR RETRIEVER
NOMENCLATURA CINÓFILA UTILIZADA NESTE PADRÃO

| 1 _ Trufa |
13 _ Perna |
25 _ Braço |
| 2 _ Focinho |
14 _ Jarrete |
26 _ Ponta do esterno |
| 3 _ Stop |
15 _ Metatarso |
27 _ Ponta do ombro |
| 4 _ Crânio |
16 _ Patas |
|
| 5 _ Occipital |
17 _ Joelho |
a _ profundidade do peito |
| 6 _ Cernelha |
18 _ Linha inferior |
b _ altura do cotovelo |
| 7 _ Dorso |
19 _ Cotovelo |
a + b = altura do cão |
| 8 _ Lombo |
20 _ Linha do solo |
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| 9 _ Garupa |
21 _ Metacarpo |
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| 10 _ Raiz da cauda |
22 _ Carpo |
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| 11 _ Ísquio |
23 _ Antebraço |
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| 12 _ Coxa |
24 _ Nível do esterno na cernelha |
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RESUMO HISTÓRICO: popularmente considera-se que o
Labrador Retriever teve origem na costa da Groenlândia, onde os
pescadores foram vistos usando um cão de aparência semelhante para
recuperar peixes. Um excelente cão de água; pelo resistente às
intempéries e cauda singular, comparada à de uma lontra devido à sua
forma, enfatizam essa característica. Comparativamente falando, o
Labrador não é uma raça muito antiga, tendo sido formado o clube da raça
em 1916 e o Clube do Labrador Amarelo foi fundado em 1925. Foi nas
provas de campo que o Labrador encontrou a fama cedo, tendo sido
originalmente introduzido nesta atividade no final de 1800 pelo Coronel
Peter Hawker e pelo Conde de Malmesbury. Foi um cão chamado de
Malmesbury Tramp, descrito por Lorna, Condessa de Howe, como uma das
raízes do Labrador.
APARÊNCIA GERAL: fortemente constituído,
curto, muito ativo; (o que se opõe a excesso de peso ou substância)
crânio largo; peito e costelas largos e profundos; lombo e posteriores
largos e fortes.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: bom temperamento; muito
ágil; excelente faro; cuidadoso ao recolher a caça (boca macia);
apaixonado por água. Capaz de se adaptar em qualquer lugar; companheiro
fiel. Inteligente, vivo e obediente, com muita vontade de agradar. De
natureza amigável, sem nenhum traço de agressividade ou de timidez.
CABEÇA
REGIÃO CRANIANA
Crânio: largo. Bem definido, sem bochechas carnudas.
Stop: definido.
REGIÃO FACIAL
Trufa: larga, narinas bem desenvolvidas.
Focinho: poderoso, não pontudo.
Maxilares / Dentes: maxilares de tamanho médio; maxilares e
dentes fortes, com uma perfeita, regular e completa mordedura em
tesoura, isto é, os dentes superiores recobrem os dentes inferiores e
são inseridos ortogonalmente aos maxilares.
Olhos: de tamanho médio, expressando inteligência e bom
temperamento; de cor marrom ou avelã.
Orelhas: nem grandes, nem pesadas, pendentes rente à cabeça e
inseridas bem para trás.
PESCOÇO: seco, forte, poderoso, inserido em
ombros bem colocados.
TRONCO
Dorso: linha superior nivelada.
Lombo: largo, curto e forte.
Peito: de boa largura e profundidade, com costelas bem
arqueadas em barril - esse efeito não deve ser produzido por peso
excessivo.
CAUDA: característica da raça. Muito grossa na base,
afinando gradualmente até a ponta; de tamanho médio, sem franjas, mas
coberta completamente por pelos curtos, espessos e densos, dando uma
aparência “arredondada”, descrita como “cauda de lontra”. Pode ser
portada alegremente, mas sem curvar sobre o dorso.
MEMBROS
Anteriores:
Aparência geral: retos do cotovelo ao solo, quando vistos de
frente ou de perfil.
Ombros: longos e oblíquos.
Antebraços: de boa ossatura e retos.
Patas: redondas, compactas; dedos bem curvados e almofadas bem
desenvolvidas.
Posteriores:
Aparência geral: bem desenvolvidos; sem inclinação para a cauda.
Joelhos: bem angulados.
Jarretes: bem descidos. Jarretes de vaca são altamente indesejáveis.
PATAS: redondas, compactas; dedos bem curvados e almofadas bem desenvolvidas.
MOVIMENTAÇÃO: livre, cobrindo
adequadamente o terreno. Os membros anteriores e posteriores se
movimentam planos e retos.
PELAGEM
Pêlo: característico; curto, denso, sem ser ondulado e
sem franjas, dando a impressão de ser bastante duro ao toque; o subpelo
é resistente às intempéries.
COR: inteiramente preto, amarelo ou fígado/chocolate.
O amarelo vai do creme claro ao vermelho da raposa. Pequena mancha
branca no peito é permitida.
TAMANHO
Ideal na cernelha:
Machos: 56 a 57 cm.
Fêmeas: 54 a 56 cm.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve
ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua
gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão e em sua habilidade
para executar seu trabalho tradicional.
FALTAS DESQUALIFICANTES
- agressividade ou timidez excessiva;
- todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de
comportamento deve ser desqualificado.
NOTAS:
- os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
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